Valdevan Noventa - Um líder não nasce por acaso!

26 de Abril de 2018

Diante desse cenário econômico, é preciso ter muito foco e determinação nas negociações salariais, afirma Valdevan Noventa

Diante desse cenário econômico, é preciso ter muito foco e determinação nas negociações salariais, afirma Valdevan Noventa

Driblar a intransigência dos patrões durante a Campanha Salarial não costuma ser uma tarefa fácil. No entanto, pode ser ainda mais exaustivo e frustrante diante de um cenário econômico negativo. Essa é a realidade enfrentada pelas categorias com data base no primeiro semestre de 2018.  Para Valdevan Noventa, é preciso ter muito foco e determinação para obter êxito nas negociações salariais.

Em um cenário no qual a inflação é a mais baixa dos últimos 20 anos e o número de desempregados chega a 13 milhões, o setor patronal têm subsídios para negarem os reajustes pleiteados pelos trabalhadores, recusarem novos benefícios e insistirem no fechamento de um acordo coletivo contrário aos anseios da categoria.

“Já estamos acostumados com o discurso do setor patronal. A cada ano eles agregam novos motivos para não atender as nossas reivindicações. Mas, ao mesmo tempo, também sabemos que a situação do País não tem sido muito favorável. O ponto chave é que não podemos permitir que o ônus fique sempre nas costas do trabalhador, pois no fim das contas são sempre eles que acabam pagando pela má gestão ou por decisões equivocadas do Poder Público”, afirmou o presidente do SINDMOTORISTAS, Valdevan Noventa.

Em meio às negociações da Campanha Salarial 2018 dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, o líder sindical está sentindo na pele as dificuldades quando o assunto é melhorar o poder de compra da categoria, manter seus direitos e garantir novas conquistas. Porém, ele ainda acredita na unidade como uma das principais estratégias para que os companheiros tenham as suas necessidades contempladas, mesmo que as desculpas ou até mesmo as verdades apresentadas pelos empresários levem ao caminho contrário.

“Eles sabem que nunca desistimos e também estão cientes da importância de valorizar aqueles que, muitas vezes, perdem a vida nas ruas da maior capital do Brasil. Se formos esperar a crise passar ou a situação melhorar, ficaremos estagnados, sem novos benefícios ou reajustes salariais justos para os trabalhadores”, destacou Noventa, que após receber uma proposta vergonhosa dos patrões, segue com seu plano de luta aprovado recentemente.

As principais reivindicações da categoria são reajuste salarial de 5% mais o índice da inflação do período; PLR de 2.000,00; vale refeição de R$25,00, inclusive nas férias; assistência odontológica gratuita; auxílio funeral gratuito; equiparação salarial de borracheiro e manobrista; e salário diferenciado para os motoristas de trólebus, articulados e biarticulados 20% acima do salário normativo.