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20 de Fevereiro de 2018

Febre Amarela: Sindicato dos Motoristas lamenta morte de trabalhador e cobra a imunização de toda categoria

Febre Amarela: Sindicato dos Motoristas lamenta morte de trabalhador e cobra a imunização de toda categoria

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo recebeu com muita tristeza a notícia do falecimento de Davi Evangelista Cavenachi (37), trabalhador do Grupo VIP, que veio a óbito sob suspeita de febre amarela. “Ficamos consternados com a situação. Não é de hoje que a entidade tem cobrado os órgãos de saúde pela imunização de toda a categoria”, afirmou o presidente do sindicato, Valdevan Noventa.

Davi Evangelista era motorista de ônibus, trabalhava na empresa há cinco anos e era responsável pelo trajeto ‘Praça do Correio – São Miguel’, faleceu na tarde de ontem (15), no Hospital Santa Marcelina, deixando dois filhos.

Desde a internação, os médicos trataram do caso como febre amarela. Era isso que eles diziam a nós familiares. Depois que meu irmão veio a óbito, eles pediram para não divulgarmos o caso e não atendermos a imprensa, pois não tinham certeza do quadro. Isso é um absurdo. Existem mais pessoas morrendo e não querem registrar os casos para não causarem um alarde à população”, contou Ana Evangelista, irmã de Davi.

Ele era uma pessoa muito querida por todos. Tinha um espírito muito jovial, praticava esportes, pesca e amava a natureza. Foi uma grande perda para os familiares e amigos. Estamos preocupados com a situação, esperamos que o sindicato possa nos ajudar, conseguindo a viabilização da vacina para todos. Precisamos nos proteger e não temos tempo para nos deslocarmos até os postos”, disse Márcio Cesariano, amigo do motorista.

Conforme o presidente do sindicato, Valdevan Noventa, a entidade já havia solicitado aos órgãos competentes a liberação de lotes de vacinas para atender aproximadamente 50 mil trabalhadores da categoria. “Esta medida foi adotada, pois vários companheiros reclamaram da dificuldade em se deslocar até as Unidades Básicas de Saúde para receberem a vacina. A proposta, então, seria atendê-los nos ambulatórios das empresas ligadas ao sistema de transporte urbano”, explicou Valdevan.

Nossos trabalhadores estão expostos a condições de risco, transitam por toda a cidade, inclusive em áreas de mata, como exemplo na região da Serra da Cantareira, zona norte da cidade. Estamos preocupados e vamos nos mobilizar para que a Secretaria de Saúde atenda o nosso pedido”, finalizou o presidente do sindicato, Valdevan Noventa.