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20 de Fevereiro de 2018

“Para a saúde do motorista, o cobrador tem que continuar dentro do ônibus”

“Para a saúde do motorista, o cobrador tem que continuar dentro do ônibus”

Essa afirmação foi proferida por uma autoridade em medicina ocupacional, que atende há 30 anos no ambulatório médico do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo. Por ele já passaram gerações de trabalhadores em transportes.

O clínico geral e médico do trabalho, Dr. Kleber Torres Soares, afirmou que não há condições do motorista de ônibus realizar múltiplas funções (dirigir, cobrar, evitar evasão de renda, assistir pessoas portadoras de deficiência física e outras), principalmente, em uma cidade com um trânsito tão complexo como é São Paulo. “Por isso, não se pode prescindir do cobrador dentro do ônibus”, justificou.

Dr. Kleber compartilha da mesma opinião do presidente do sindicato, Valdevan Noventa, que desde o início da sua gestão tem travado uma luta árdua com o Poder Público pela manutenção dos 19 mil cobradores no sistema.

Dr. Kleber conta que houve uma evolução dos ônibus por meio da mudança do motor para a parte traseira do veículo. “O banco anatômico e a inserção de outras tecnologias contribuíram para a melhoria das condições de trabalho e para a redução de uma doença diretamente ligada à vibração de corpo inteiro, como o comprometimento das condições auditivas. Mas, o número de casos de LER (Lesões por Esforços Repetitivos) continua alto na categoria”, explicou.

Recentemente atendi um motorista que sofreu rompimento dos tendões dos ombros devido ao manuseio constante do volante do ônibus”, completou.

Para se ter uma ideia, apenas nesses últimos quatro anos, o profissional atendeu 3.595 trabalhadores no ambulatório do sindicato.

Para ele, as profissões de motorista e cobrador não são fáceis e exigem muito da saúde do trabalhador. ‘’Não adianta somente investir no ônibus, é preciso pensar também em investimentos no material humano”, afirmou o médico, destacando a relação de confiança e a autonomia de atuação, permitida pela administração de Valdevan Noventa.

Tudo isso reflete positivamente na qualidade do serviço médico e na satisfação do trabalhador e sua família”, concluiu.