Valdevan Noventa - Um líder não nasce por acaso!

20 de Fevereiro de 2018

Presidente Valdevan Noventa realiza encontro com diretores do Sindicato e a militância

Presidente Valdevan Noventa realiza encontro com diretores do Sindicato e a militância

Preocupado com o novo cenário nacional em meio às reformas na legislação trabalhista e previdenciária, o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo, Valdevan Noventa, reuniu militantes para debater o assunto e, ainda, falar sobre a licitação dos transportes que está prestes a acontecer em São Paulo.

Realizado na sede da UGT (União Geral dos Trabalhadores), o encontro elencou pontos cruciais da nova lei trabalhista, a qual alterou mais de 100 artigos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). “Nossa categoria já começou a sentir os primeiros reflexos da nova lei. Os acontecimentos recentes na Viação Cidade Dutra, que implantou o intervalo de uma hora para descanso e refeição sem remuneração, é uma amostra dos enfrentamentos que o sindicato terá que fazer para defender os direitos dos companheiros”, apontou Valdevan.

Conforme Valdevan, a iniciativa é ilegal, pois a própria lei, em seu artigo 611-A, dispõe que o negociado se sobrepõe ao legislado, ou seja, ela tem que respeitar a Convenção Coletiva de Trabalho da nossa categoria, que tem vigência até 30 de abril de 2018.

Na oportunidade, o presidente Valdevan Noventa pediu uma salva de palmas para o secretário de Formação e Cultura, Valmir Santana da Paz (Sorriso), por sua coragem e comprometimento com os trabalhadores daquela garagem. A participação do dirigente está sendo decisiva para a solução do conflito. “Que essa conduta seja seguida pelos demais companheiros, nas suas bases de atuação”, enfatizou Noventa.

Foi solicitada pelo secretário de Esporte e Lazer, Juscelino, a elaboração de uma cartilha didática, elencando os pontos da nova lei trabalhista que atingem diretamente a categoria, tais como, a jornada intermitente, o tempo gasto no transporte para o trabalho e o retorno para casa que não será mais computado na jornada de trabalho, e a liberação de gestante e lactante para trabalhar em local insalubre.

LICITAÇÃO

Com relação a licitação do transporte por ônibus na cidade de São Paulo, Noventa disse que o sindicato já fez vários questionamentos ao Poder Público sobre o edital que prevê a redução de veículos em circulação dos atuais 13.603 para 12.667, o que certamente afetará o emprego de mais de 4 mil pessoas. “Não aceitaremos qualquer mudança que não seja voltada para a valorização do trabalhador em transporte, bem como, a manutenção dos postos de trabalho. Qualquer posição contrária a que defendemos, estaremos prontos para fazer o embate, seja com que for”, argumentou.

O governo corre contra o tempo para aprovar essa infeliz reforma da Previdência com o argumento de que a mesma é deficitária e inviável em um futuro próximo. Acertou com seus apoiadores na Câmara dos Deputados a votação do texto que prevê, entre outros desatinos, 40 anos de contribuição para o trabalhador ter direito à aposentadoria integral, para o próximo dia 19 de fevereiro.

O Sindicato dos Condutores de São Paulo foi consultado a respeito da sua participação na Jornada Nacional de Luta coordenada pelas centrais sindicais CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central, UGT e Intersindical, que está prevista para acontecer no mesmo dia da votação da reforma. O presidente Valdevan Noventa chamou uma assembleia para o próximo dia 07 de fevereiro para deliberar com os trabalhadores qual será a atividade da categoria no movimento.

Ainda no encontro, houve várias manifestações de apoio e reconhecimento dos diretores e dos militantes ao companheiro Valdevan Noventa pela condução firme à frente da administração do sindicato e das lutas dos trabalhadores.  O secretário do DIEESE, Francisco Xavier da Silva (Chiquinho), ressaltou a importância da continuidade do trabalho do presidente Noventa.  Já o militante Feitosa, bastante emocionado, lembrou que ficou desempregado e que deve seu retorno ao sistema ao Noventa.

Encerrando o evento, o presidente do Sindicato disse do enorme desafio a ser superado, prepararam um “pacote de maldades” para penalizar os trabalhadores, mas está pronto para buscar a justiça. “Serei o primeiro soldado a defender a minha categoria. Reforma da Previdência? Redução dos postos de trabalho? Nova lei trabalhista? Aqui não!”, concluiu.