Valdevan Noventa - Um líder não nasce por acaso!

20 de Fevereiro de 2018

Valdevan Noventa questiona autenticidade nos registros de casos de febre amarela

Valdevan Noventa questiona autenticidade nos registros de casos de febre amarela

Ainda indignado com a morte do motorista Davi Canenaghi, o presidente do Sindicato dos Motoristas, Valdevan Noventa, tem questionado os baixos índices nos registros dos casos de febre amarela no país. A indagação do sindicalista se deu após ele ter acesso ao atestado de óbito do motorista.

Conforme o documento, Davi morreu no dia 15 de janeiro por conta de “hemorragia pulmonar, hepatite fulminante, icterícia febril e febre hemorrágica”. Ou seja, todos sintomas característicos da febre amarela. O atestado de óbito foi emitido pelo Hospital das Clínicas (HC) – local onde foi internado antes de morrer -, e assinado pelo médico Amaro Nunes Duarte Neto.

Apesar da descrição, curiosamente, o atestado sequer conta com observações como um quadro de ‘suspeita’ ou algo do gênero. É por essas e outras que os índices parecem ser menores em tempos que as notícias de mortes com os sintomas têm aumentado gradativamente”, afirmou o presidente.

Em entrevista ao jornal Agora São Paulo, a irmã Ana Cavenaghi não escondeu sua indignação pela forma como Davi foi tratado nos hospitais. “Tratar febre amarela com simples analgésicos é uma vergonha. Ele foi vítima da peregrinação da morte”, criticou.

A equipe de jornalismo do sindicato procurou o Hospital das Clínicas. No entanto, o mesmo informou que “Os médicos não estão autorizados a conceder entrevista. Além disso, o centro médico não comenta sobre casos relacionados a febre amarela”.  Ainda, de acordo com a assessoria de imprensa do hospital, as confirmações da doença são feitas apenas pela Secretaria Estadual de Saúde.

Em contato com o órgão estadual, a equipe recebeu a informação de que “Em situações de suspeita, a investigação é feita pela secretaria de saúde do próprio município”.

Ao ser questionada se Davi Evangelista morreu decorrente de febre amarela, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo afirmou não falar sobre casos isolados. Além disso, garantiu que, até agora, não foi constatada nenhuma morte pela doença em que o paciente tenha contraído a mesma na capital. Todos os óbitos foram de pessoas vindas de outras regiões.

Sindicato exige lote com 55 mil vacinas junto a Prefeitura

A morte do motorista Davi Cavenaghi gerou preocupação nos demais trabalhadores da categoria.Por isso, a Secretaria de Saúde da entidade solicitou a liberação de lote com 55 mil vacinas para imunização da febre amarela de motoristas, cobradores e demais profissionais nas 32 garagens de ônibus.

Com supervisão da Secretaria Municipal de Saúde, as vacinas seriam aplicadas por médicos e enfermeiros nos ambulatórios das empresas.

No entanto, até o momento o pedido do Sindicato não foi atendido. A atual gestão justifica que “não existem vacinas com quantidade suficiente em estoque para fornecimento”.

Estamos desde outubro do ano passado solicitando as vacinas. Vamos intensificar os pedidos e cobrar providências. Afinal, isso é uma questão de saúde pública e vidas estão em risco. Estaremos acompanhando os andamentos de perto até que as vacinas sejam viabilizadas”, afirmou Valdevan Noventa.